É
a corrida pelo tempo. Ninguém mais tem tempo para se comunicar uns
com os outros. Pergunta-se se vai bem mas ninguém presta atenção
na sua resposta. E se precisar ser solidário? Não tem tempo, melhor
não escutar. A criança tem que ir à escola, ao inglês, ao
espanhol, ao italiano, à natação. É a competição. Lembro da
minha escola primária e do livro onde havia alguma poesia de bons
poetas, e a professora pedia para recitar no final da aula.
Despertava na criança o amor pelos sonhos, deixava-me encantada.
Leia
este pedacinho do poeta Olavo Bilac — hoje poucos se
lembram dele.
"Minha
terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui
gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.”
Hoje
a criança, depois de toda esta programação, corre para os
jogos eletrônicos, malucos e muitas vezes violentos. Sinal dos
tempos...
Nenhum comentário:
Postar um comentário